Câmara de Sete Lagoas explica avaliação do Radar da Transparência e destaca controle externo inédito
O presidente da Câmara Municipal de Sete Lagoas, Ivan Luiz, esclareceu os números divulgados pelo Radar Nacional de Transparência Pública
Publicado em: 16/12/2025
O presidente da Câmara Municipal de Sete Lagoas, Ivan Luiz, esclareceu os números divulgados pelo Radar Nacional de Transparência Pública, ferramenta desenvolvida pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que apresentou o índice de transparência do Legislativo municipal referente a 2025.
De acordo com os dados do Radar, o resultado que a Câmara teria alcançado em 2024 foi baseado apenas no critério de autoavaliação. “Autoavaliação é quando o próprio controle interno avalia o seu próprio trabalho”, explicou a Controladora do Legislativo, Dra. Ana Luiza Ornellas.
O índice de quase 90% de transparência alcançado em 2024 reflete as autodeclarações realizadas pela própria administração da época, sem qualquer validação externa. “Ou seja, a nota atribuída decorreu exclusivamente das informações prestadas internamente, sem análise técnica por órgãos de controle”, ressaltou Ivan Luiz.
Já em 2025, o cenário mudou. Houve validação e controle externo da autodeclaração, com avaliação efetiva por parte dos Tribunais de Contas, o que explica o atual índice de 54,83%. “Diversas instituições atribuíram notas elevadas a si mesmas em anos anteriores, mas somente agora essas informações passaram a ser analisadas e validas por órgãos externos, o que explica a variação nos índices apresentados”, completou o presidente da Câmara.
Ainda conforme o histórico do levantamento, em 2023 a Câmara Municipal de Sete Lagoas não forneceu informações oficiais ao Radar da Transparência. Em 2024, houve apenas a autodeclaração, e somente em 2025 ocorreu a validação com controle externo.
Os dados de 2025 do Radar Nacional da Transparência Pública foram apresentados na última quinta-feira (4/12), durante o IV Congresso Internacional dos Tribunais de Contas (CITC). A ferramenta consolida avaliações realizadas pelos Tribunais de Contas de todo o país e mede o grau de abertura das instituições públicas na disponibilização de informações essenciais ao cidadão, como despesas, receitas, licitações, contratos e estrutura administrativa.